O câncer de colo de útero na população Quilombola: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3000Palavras-chave:
Câncer de colo do útero, Quilombolas, Saúde da mulher, Determinantes sociaisResumo
Introdução: O câncer de colo de útero é um dos principais problemas de saúde pública, com 6.627 óbitos em 2020 com taxa de mortalidade de 6,12 por 100 mil mulheres, no Brasil. As comunidades quilombolas, formadas por descendentes de africanos escravizados, enfrentam desigualdades históricas que impactam diretamente à saúde das mulheres. A saúde da mulher quilombola apresenta desafios específicos que decorrem tanto de fatores sociais e econômicos, quanto de barreiras culturais e geográficas. Objetivo: Este estudo busca analisar como fatores históricos, sociais, culturais, políticos e econômicos contribuem para a vulnerabilidade dessas mulheres nas atuais. Método: Trata-se de revisão integrativa onde foi utilizado a estratégia PICo, com artigos coletados das bases de dados Biblioteca Virtual da Saúde, Science Direct e Pubmed. Os critérios de inclusão foram artigos publicados na íntegra, no idioma inglês, português e espanhol com recorte temporal de 2020 a 2025. Resultados: As desigualdades estruturais e raciais impactam diretamente a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero. Conclusão: O enfrentamento da doença exige políticas públicas intersetoriais equitativas, ações culturalmente sensíveis e fortalecimento da atenção primária, com destaque para o papel estratégico da enfermagem.
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