Uso do carbonato de lítio em depressão resistente ao tratamento: evidências atuais
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3247Palavras-chave:
Depressão resistente ao tratamento; Lítio; Potencialização terapêutica; Transtorno depressivo maior; Psicofarmacologia.Resumo
A depressão resistente ao tratamento (DRT) representa um importante desafio clínico, caracterizada pela ausência de resposta terapêutica após tentativas adequadas com antidepressivos. Nesse contexto, estratégias de potencialização têm sido amplamente empregadas, destacando-se o carbonato de lítio como uma das intervenções mais tradicionais. O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura acerca da eficácia, segurança e posicionamento terapêutico do lítio no manejo da DRT. A metodologia baseou-se no modelo de Whittemore e Knafl (2005), com busca realizada nas bases PubMed/MEDLINE, ScienceDirect e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2016 e 2025. Foram considerados ensaios clínicos, estudos observacionais, revisões sistemáticas e meta-análises, sendo 11 estudos selecionados para compor a amostra final. Os resultados evidenciam que o lítio apresenta eficácia consistente como agente de potencialização, embora sem superioridade inequívoca em relação a outras estratégias contemporâneas, como antipsicóticos de segunda geração e agentes de ação rápida, incluindo cetamina e esketamina. Destaca-se, entretanto, seu efeito antissuicida e sua relevância em subgrupos específicos. Por outro lado, limitações relacionadas à segurança, necessidade de monitoramento e variabilidade metodológica dos estudos influenciam seu posicionamento clínico. Conclui-se que o lítio permanece como uma estratégia terapêutica relevante, porém não central, devendo ser utilizado de forma individualizada, considerando o perfil
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