Resultado das capacitações sobre Letramento LGBTQIAPN+ junto a trabalhadores da atenção primária em saúde de um município do Vale do Sinos – RS: uma ação do PET-Saúde Equidade (2024-2026)
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3260Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Educação permanente, Equidade, Letramento em saúde, População LGBTQIAPNResumo
Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de ações de capacitação voltadas ao letramento LGBTQIAPN+ junto a profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de Novo Hamburgo-RS e avaliar seu potencial como instrumento de educação permanente para a promoção da equidade no atendimento em saúde. Método: Trata-se de um estudo quase-experimental do tipo antes-e-depois (pre-post), de abordagem quantitativa, sem grupo controle, realizado no âmbito do Programa PET-Saúde: Equidade (2024-2026). Foram realizadas 14 oficinas expositivo-dialogadas abrangendo os sete territórios de saúde do município. A coleta de dados utilizou dois instrumentos com escala Likert de 5 pontos: um de avaliação de conhecimento (pré e pós-intervenção) e um de satisfação. A análise estatística incluiu estatística descritiva e o teste de Wilcoxon (p<0,05). Resultados: Participaram das capacitações o total de 184 trabalhadores, configurando adesão de 37,3% do total de 493 trabalhadores da atenção básica do município, limitando-se pela alta demanda assistencial, mesmo com a estratégia de duplicidade de agendas por território para evitar o fechamento das unidades. A amostra final para análise de conhecimento (pareada) foi composta por 123 profissionais, que se dispuseram a responder aos instrumentos. Observou-se um aumento estatisticamente significativo (p<0,001) em todas as variáveis analisadas após a intervenção, com a média geral de conhecimento subindo de 3,99 (±0,37) para 4,77 (±0,09). A satisfação média dos participantes foi de 4,67. Conclusão: As capacitações demonstraram ser uma estratégia efetiva de Educação Permanente, resultando na ampliação imediata do letramento dos trabalhadores sobre a população LGBTQIAPN+ e fortalecendo o compromisso com práticas de cuidado mais inclusivas.
Downloads
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 12 jan. 2026.
BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Brasília, DF: Presidência da República, 1990.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.836, de 1º de dezembro de 2011. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2011.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017.
BRASIL. Decreto nº 8.727, de 28 de abril de 2016. Brasília, DF: Presidência da República, 2016.
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Brasília, DF: CNS, 2012.
BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Brasília, DF: Presidência da República, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Edital SGTES/MS nº 11, de 15 de setembro de 2023. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023.
CAMPOS, R. S. et al. Educação permanente em saúde: relato de experiência em um hospital universitário da rede EBSERH. Revista FT, v. 28, ed. 136, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo.12785965. Acesso em: 8 abr. 2026.
COOK, D. A.; LEVINSON, A. J.; GARSIDE, S. et al. Internet-based learning in the health professions: a meta-analysis. JAMA, Chicago, v. 300, n. 10, p. 1181–1196, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1001/jama.300.10.1181. Acesso em: 8 abr. 2026.
GIGNAC, G. E.; SZODORAI, E. T. Effect size guidelines for individual differences researchers. Personality and Individual Differences, v. 102, p. 74–78, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.paid.2016.06.069. Acesso em: 6 jan. 2026.
GIOVANELLA, L. Atenção Primária à Saúde: conceitos, práticas e pesquisa. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2018.
GONZAGA, M. J. D.; GELAMOS, A. C.; SANTOS, R. A. Educação permanente como estratégia de transformação da prática na atenção primária. Revista Barbaquá, 2020. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/barbaqua/article/view/4160. Acesso em: 8 abr. 2026.
HARRIS, A. D.; LAUTENBACH, E.; PERENCEVICH, E. N. A systematic review of quasi-experimental study designs in the fields of infection control and antibiotic resistance. Clinical Infectious Diseases, v. 41, n. 1, p. 77–82, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1086/430851. Acesso em: 8 abr. 2026.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: autoidentificação de orientação sexual. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/. Acesso em: 24 mar. 2026.
MORRIS, M.; COOPER, R. L.; RAMESH, A. et al. Training to reduce LGBTQ-related bias among medical, nursing, and dental students and providers: a systematic review. BMC Medical Education, v. 19, n. 1, p. 325, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12909-019-1727-3. Acesso em: 8 abr. 2026.
NOVO HAMBURGO. Secretaria Municipal de Saúde. Relatório Anual de Gestão (RAG) 2024. Novo Hamburgo: SMS, 2025. Disponível em: https://www.novohamburgo.rs.gov.br/. Acesso em: 8 abr. 2026.
REEVES, S.; ZWARENSTEIN, M.; GOLDMAN, J. et al. Interprofessional education: effects on professional practice and healthcare outcomes. Cochrane Database of Systematic Reviews, n. 3, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1002/14651858.CD002213.pub3. Acesso em: 8 abr. 2026.
SIEGEL, S.; CASTELLAN JR., N. J. Estatística não-paramétrica para as ciências do comportamento. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
TESSER JUNIOR, Z. C. et al. A invisibilidade das pessoas LGBT no acesso à saúde. Trabalho, Educação e Saúde, Rio de Janeiro, v. 22, 2024, e02743254. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-7746-ojs2743. Acesso em: 8 abr. 2026.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
ARK
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.




































