Desafios na comunicação: atendimento a pacientes com deficiência auditiva em unidades de urgência e emergência
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3413Palavras-chave:
Surdez, Comunicação em Saúde, Libras, EnfermagemResumo
A comunicação constitui um dos pilares fundamentais para a qualidade, segurança e efetividade da assistência em saúde, especialmente em contextos de urgência e emergência. Essencial para a segurança, qualidade e continuidade do cuidado em unidades de urgência e emergência, especialmente em situações em que a rapidez e a precisão das informações são determinantes para o diagnóstico e a tomada de decisão clínica. Nesse contexto, o atendimento a pacientes surdos permanece marcado por importantes barreiras comunicacionais, que dificultam o acolhimento, a anamnese, o vínculo terapêutico e a implementação de cuidados seguros. Apesar do reconhecimento legal da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio oficial de comunicação da comunidade surda no Brasil (Lei nº 10.436/2002 e Decreto nº 5.626/2005), muitos profissionais de enfermagem relatam não possuir preparo adequado para utilizá-la, recorrendo a estratégias improvisadas que podem comprometer a segurança e a autonomia do paciente. O problema torna-se ainda mais relevante considerando o contingente de pessoas com deficiência auditiva no país e a insuficiência de formação profissional em Libras, aliada à inexistência de protocolos institucionais específicos, falta de intérpretes e ausência de recursos visuais acessíveis nos serviços de saúde. Essas lacunas afetam diretamente a comunicação terapêutica, aumentam o risco de eventos adversos e dificultam o atendimento humanizado, equitativo e seguro. Diante disso, este estudo tem como objetivo identificar as principais dificuldades enfrentadas pela equipe de enfermagem no atendimento a pessoas surdas em unidades de urgência e emergência, analisando as barreiras comunicacionais, sua relação com a formação profissional e as implicações para a prática assistencial. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa, que busca compreender de forma aprofundada as experiências, percepções e desafios comunicacionais da equipe de enfermagem nesse contexto. O estudo fundamenta-se em referencial teórico sobre comunicação em saúde, acessibilidade comunicacional, formação em Libras, direitos das pessoas com deficiência e estruturação dos serviços emergenciais.
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