A importância dos imunobiológicos na prevenção de doenças prevalentes da infância: impactos da desinformação na cobertura vacinal e na saúde pública
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3422Palavras-chave:
Criança, Desinformação, Grupos antivacina, VacinasResumo
A vacinação infantil constitui uma das principais estratégias de prevenção de doenças imunopreveníveis, contribuindo significativamente para a redução da morbimortalidade na infância. No entanto, observa-se, nos últimos anos, uma queda na cobertura vacinal no Brasil, associada, entre outros fatores, à disseminação de desinformação em saúde. O presente estudo tem como objetivo apontar os principais impactos da desinformação na cobertura vacinal infantil no Brasil. Trata-se de uma revisão da literatura, de caráter qualitativo e descritivo, baseada na análise de produções científicas relevantes sobre a temática. Os resultados evidenciam que o aumento da circulação de informações imprecisas e contraditórias representa um desafio significativo para a adesão às práticas de imunização, contribuindo para o crescimento da hesitação vacinal. Observou-se que esse fenômeno é multifatorial, envolvendo aspectos sociais, políticos, sociodemográficos e socioeconômicos, com destaque para o período pandêmico da COVID-19, no qual houve intensificação da infodemia. Diante desse cenário, ressalta-se a necessidade de fortalecer ações educativas, programas de prevenção e políticas públicas voltadas ao enfrentamento da desinformação. Com isso, o combate à desinformação e a promoção de informações confiáveis são fundamentais para a recuperação das coberturas vacinais e para a proteção da saúde pública infantil.
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