Prevalência da incontinência urinária em mulheres atletas, fatores associados e seus impactos na qualidade de vida: uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3467Palavras-chave:
Incontinência urinária, Mulheres atletas, Assoalho pélvico, Qualidade de vida, Fisioterapia pélvica, Esportes de alto impacto, Saúde da mulherResumo
A incontinência urinária (IU) em mulheres atletas é uma condição frequente e multifatorial, caracterizada pela perda involuntária de urina, especialmente durante esforços físicos que aumentam a pressão intra-abdominal. Embora tradicionalmente associada ao envelhecimento e à gestação, estudos recentes demonstram elevada ocorrência também em mulheres jovens, nulíparas e fisicamente ativas, principalmente praticantes de modalidades esportivas de alto impacto, como CrossFit, corrida, ballet, ginástica e musculação. A prevalência da IU varia amplamente na literatura, podendo atingir valores superiores a 50% em algumas modalidades e até 80% em esportes de alto impacto. Entre os principais fatores associados destacam-se os saltos, corridas, aterrissagens repetidas, elevado volume de treinamento, fadiga ou fraqueza dos músculos do assoalho pélvico e histórico prévio de infecções urinárias. Além dos prejuízos físicos, a IU afeta significativamente a qualidade de vida das atletas, provocando constrangimento, redução da autoestima, insegurança, ansiedade e comprometimento do desempenho esportivo. A fisioterapia pélvica é considerada a principal abordagem conservadora para prevenção e tratamento, utilizando estratégias como treinamento dos músculos do assoalho pélvico, biofeedback, eletroestimulação, reeducação funcional e educação em saúde. Conclui-se que a IU representa um importante problema de saúde no contexto esportivo feminino, exigindo diagnóstico precoce, intervenção especializada e ampliação das pesquisas sobre o tema.
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Referências
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