Sistema Prisional Brasileiro e os Desafios para a Reintegração Social do Egresso

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3420

Palavras-chave:

Sistema prisional, Reintegração social, Labelling Approach

Resumo

Vinculado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 da Organização das Nações Unidas, o presente estudo analisa os desafios do sistema prisional brasileiro sob a perspectiva da reintegração social do egresso, com enfoque nas limitações estruturais, institucionais e sociais que dificultam a concretização da finalidade ressocializadora da pena prevista na Lei de Execução Penal. A pesquisa parte da compreensão de que o encarceramento, além da privação de liberdade, produz impactos permanentes sobre a identidade social do indivíduo, especialmente em razão do estigma atribuído ao egresso e das dificuldades de reinserção profissional, comunitária e familiar após o cumprimento da pena. O estudo adota o método dedutivo, com abordagem qualitativa, mediante levantamento bibliográfico, legislativo e documental. A análise evidencia que o sistema penitenciário brasileiro opera em cenário de superlotação, precariedade estrutural e insuficiência de políticas públicas voltadas à assistência e ao acompanhamento pós-cárcere, circunstância reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal ao declarar a existência de um Estado de Coisas Inconstitucional no sistema prisional brasileiro. Além disso, verificou-se que fatores como exclusão social, ausência de suporte estatal efetivo e deficiência das políticas de educação e trabalho no cárcere contribuem diretamente para a manutenção dos elevados índices de reincidência criminal. A pesquisa também analisa iniciativas institucionais recentes, como o Plano Nacional Pena Justa, a Política Nacional de Atenção às Pessoas Egressas do Sistema Prisional e o Plano Estadual Pena Justa do Tocantins, destacando suas propostas voltadas à melhoria das condições prisionais e ao fortalecimento das estratégias de reintegração social. Conclui-se que a efetivação da finalidade ressocializadora da pena exige a implementação de políticas públicas contínuas e articuladas, capazes de assegurar condições reais de inclusão social ao egresso e reduzir os mecanismos de exclusão e reincidência criminal.

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Biografia do Autor

Gabriel Brick Furtado de Almeida, Universidade Estadual do Tocantins, TO, Brasil

Estudante do Curso de Direito na Universidade Estadual do Tocantins – Câmpus de Paraíso do Tocantins (UNITINS).

Cristiane Dorst Mezzaroba, Universidade Estadual do Tocantins

Doutoranda em Direito. Mestra em Educação. Advogada. Bacharela em Direito. Docente nos cursos de Direito na Universidade Estadual do Tocantins – Câmpus Paraíso do Tocantins, no Centro de Ensino Superior de Palmas e no Centro Universitário Itop – UNITOP.

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Publicado

2026-05-26

Como Citar

ALMEIDA, G. B. F. de; MEZZAROBA, C. D. Sistema Prisional Brasileiro e os Desafios para a Reintegração Social do Egresso. Revista JRG de Estudos Acadêmicos , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e093420, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.3420. Disponível em: https://mail.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/3420. Acesso em: 29 maio. 2026.

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