Cuidado integral de enfermagem à mulher vítima de violência doméstica: uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3455Palavras-chave:
Violência Contra a Mulher, Violência Doméstica, Enfermagem, Saúde da Mulher, Assistência Integral à Saúde, Atenção Primária à SaúdeResumo
Objetivo: Analisar, à luz das evidências científicas disponíveis, o cuidado integral de enfermagem prestado à mulher vítima de violência doméstica, considerando desafios, estratégias assistenciais e a importância da atuação profissional. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura que reuniu e analisou criticamente artigos científicos publicados entre 2022 e 2026, nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, CINAHL, LILACS, SciELO e BDENF. Além dos artigos, foram consultados documentos oficiais, como a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, diretrizes do Ministério da Saúde e recomendações da Organização Mundial da Saúde, a fim de contextualizar as evidências científicas no âmbito das diretrizes nacionais e internacionais. Resultados: Os resultados demonstraram que a violência doméstica contra a mulher continua sendo um grave problema de saúde pública, causando impactos físicos, psicológicos e sociais significativos. A enfermagem foi identificada como fundamental no acolhimento, identificação precoce e acompanhamento das vítimas, principalmente na Atenção Primária à Saúde, devido à proximidade com a comunidade e à possibilidade de criação de vínculo com as mulheres atendidas. Também foram identificados desafios importantes, como a subnotificação dos casos, o medo das vítimas em denunciar, a dependência emocional e financeira e a falta de capacitação profissional. Conclusão: Conclui-se que a violência doméstica contra a mulher exige atuação multiprofissional e estratégias eficazes de enfrentamento, sendo a enfermagem essencial nesse processo. O estudo mostrou que a assistência humanizada, baseada no acolhimento, na ética e na escuta ativa, contribui para fortalecer o vínculo entre profissional e paciente, favorecendo a segurança e a adesão ao cuidado. A pesquisa também evidenciou a relevância da Lei Maria da Penha no fortalecimento das políticas públicas e na proteção das vítimas. Entretanto, ainda existem desafios relacionados à subnotificação, à fragilidade da rede de apoio e à necessidade de maior qualificação dos profissionais de enfermagem.
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