Vortioxetina na depressão resistente: potencial terapêutico e evidências atuais

Autores

  • Alana Alves Ibanhes Valejo Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE)
  • Romerito Evangelista de Almeida Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Frank Thonny Almeida Menezes Dornas Centro Universitário de Volta Redonda (UNIFOA)
  • Laura Lappe Bombardelli Universidade Franciscana (UFN) – Santa Maria/RS
  • Marina Sala Domingues Primum Faculdade

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3484

Palavras-chave:

Depressão Resistente ao Tratamento, Vortioxetina, Transtorno Depressivo Maior, Cognição, Funcionalidade, Antidepressivos

Resumo

A depressão resistente ao tratamento (DRT) constitui um importante desafio clínico, estando associada a maior gravidade dos sintomas, prejuízo funcional, recorrência dos episódios depressivos e aumento do risco de comportamento suicida. Nesse contexto, a vortioxetina tem despertado interesse devido ao seu mecanismo de ação multimodal e aos potenciais benefícios sobre sintomas afetivos, cognitivos e funcionais. O presente estudo teve como objetivo analisar e integrar as evidências científicas publicadas nos últimos dez anos acerca do potencial terapêutico da vortioxetina na depressão resistente ao tratamento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada na base de dados PubMed/MEDLINE, utilizando os descritores “vortioxetine”, “major depressive disorder”, “treatment-resistant depression”, “resistant depression”, “inadequate response” e “switch therapy”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2024, sendo selecionados dez artigos após aplicação dos critérios de elegibilidade. Os estudos analisados demonstraram benefícios da vortioxetina em diferentes contextos clínicos, incluindo pacientes com resposta inadequada aos antidepressivos convencionais e indivíduos com características relacionadas à resistência terapêutica. Os principais achados envolveram redução dos sintomas depressivos, melhora do desempenho cognitivo, recuperação funcional, diminuição da anedonia e do embotamento emocional, além de adequada tolerabilidade. Conclui-se que a vortioxetina representa uma alternativa terapêutica promissora para pacientes com resposta insuficiente aos antidepressivos convencionais, apresentando benefícios que ultrapassam a redução dos sintomas afetivos e abrangem aspectos cognitivos, funcionais e emocionais. Entretanto, a limitada disponibilidade de estudos especificamente conduzidos em pacientes com DRT reforça a necessidade de novas investigações para melhor definição de seu papel nesse cenário clínico.

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Biografia do Autor

Alana Alves Ibanhes Valejo, Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE)

Medicina

Romerito Evangelista de Almeida, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Pós-graduação em Psiquiatria

Frank Thonny Almeida Menezes Dornas, Centro Universitário de Volta Redonda (UNIFOA)

Médico; Pós-graduado em Medicina de Família e Comunidade

Laura Lappe Bombardelli, Universidade Franciscana (UFN) – Santa Maria/RS

Médica

Marina Sala Domingues, Primum Faculdade

Pós-graduanda em Psiquiatria

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Publicado

2026-06-11

Como Citar

VALEJO, A. A. I.; ALMEIDA, R. E. de; DORNAS, F. T. A. M.; BOMBARDELLI, L. L.; DOMINGUES, M. S. Vortioxetina na depressão resistente: potencial terapêutico e evidências atuais. Revista JRG de Estudos Acadêmicos , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e093484, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.3484. Disponível em: https://mail.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/3484. Acesso em: 13 jun. 2026.

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