Aplicação da realidade virtual na reabilitação oncológica: uma revisão integrativa da literatura
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3316Palabras clave:
Realidade virtual, Reabilitação oncológica, Câncer, Qualidade de vida, FisioterapiaResumen
O presente estudo constitui uma revisão integrativa da literatura que analisa as evidências científicas sobre a aplicação da realidade virtual (RV) na reabilitação de pacientes oncológicos, abrangendo aspectos físicos e psicológicos. A pesquisa teve como objetivo sintetizar os achados disponíveis sobre o uso dessa tecnologia como ferramenta terapêutica complemen-tar no contexto oncológico. A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed, utilizando descritores: "Virtual Reality", "Cancer Rehabilitation", "Oncology", "Neoplasms", "Immersive Technology", "Cancer Patients" combinados pelo operador booleano AND e OR, com as seguintes combinações: ("Virtual Reality" OR "Immersive Technology") AND ("Cancer Rehabilitation" OR "Oncology" OR "Neoplasms" OR "Cancer Patients"). Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte e estudos observacionais prospectivos publicados nos últimos 5 anos, em português e inglês. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade e a remoção de duplicatas, a amostra final compreendeu 9 artigos. Os resultados demonstram que a RV imersiva promove redução significativa do dor, da ansiedade e do estresse em pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia, radioterapia e cuidados paliativos, além de contribuir para a melhoria funcional na reabilitação pós-operatória e para o alívio de efeitos colaterais como náusea e fadiga. Os estudos evidenciam alta segurança e boa acessibilidade da tecnologia, sem registro de efeitos adversos graves. Contudo, observa-se heterogeneidade nos protocolos de intervenção, amostras predominantemente pequenas e escassez de seguimento a longo prazo. A revisão conclui que a RV representa uma ferramenta promissora e segura para integração aos programas de reabilitação oncológica multidisciplinar, embora sejam necessários novos estudos com amostras maiores e protocolos padronizados para consolidar sua aplicação na prática clínica.
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Citas
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