Ácido Tranexâmico oral no tratamento do Melasma refratário: eficácia, segurança e evidências atuais
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3349Palabras clave:
Melasma, Ácido tranexâmico oral, Melasma refratário, Hiperpigmentação, DermatologiaResumen
O melasma é uma dermatose hiperpigmentar adquirida, crônica e recidivante, associada a importante impacto estético e psicossocial, especialmente em mulheres com fototipos intermediários a altos. Sua fisiopatologia é multifatorial, envolvendo hiperatividade melanocitária, alterações vasculares, inflamação persistente, predisposição genética, influência hormonal e exposição à radiação ultravioleta. A elevada recorrência e a resposta frequentemente limitada aos tratamentos convencionais tornam o manejo clínico do melasma refratário um desafio terapêutico relevante. Nesse contexto, o ácido tranexâmico oral tem emergido como alternativa promissora na dermatologia pigmentária contemporânea. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas atuais acerca da eficácia, segurança e aplicabilidade clínica do ácido tranexâmico oral no tratamento do melasma refratário. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico. Foram selecionados 11 estudos científicos publicados preferencialmente nos últimos dez anos, incluindo ensaios clínicos randomizados, estudos prospectivos, análises retrospectivas e revisão sistemática com meta-análise. Os estudos analisados demonstraram redução significativa dos índices de gravidade do melasma, especialmente quando o ácido tranexâmico oral foi associado a terapias tópicas despigmentantes e abordagens combinadas. Além da modulação da melanogênese, o fármaco apresentou possível ação anti-inflamatória e antiangiogênica. O perfil de segurança mostrou-se relativamente favorável, com predominância de efeitos adversos leves e transitórios. Entretanto, o potencial risco tromboembólico reforça a necessidade de criteriosa seleção dos pacientes. Conclui-se que o ácido tranexâmico oral representa estratégia terapêutica relevante no manejo do melasma refratário, embora ainda sejam necessários estudos multicêntricos e seguimento prolongado para maior padronização terapêutica.
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Citas
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