A romantização do ser mãe solo: uma análise quanto à alienação parental e ao abandono afetivo paterno
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3394Palabras clave:
Maternidade Solo, Abandono Afetivo, Alienação Parental, Direito de FamíliaResumen
O presente artigo científico analisa o fenômeno da romantização da maternidade solo e suas profundas intersecções com os institutos jurídicos do abandono afetivo paterno e da alienação parental. O objetivo central é desconstruir a narrativa social que exalta a figura da "mãe guerreira", demonstrando como esse discurso mascara a sobrecarga imposta às mulheres e naturaliza a ausência paterna, com graves consequências para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. A problemática de pesquisa reside em compreender como a romantização da monoparentalidade feminina impacta a aplicação do Direito de Família, especialmente em litígios complexos. A metodologia adotada foi a revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e natureza exploratória, com análise de produções científicas, legislação e jurisprudência. Os resultados apontam que a idealização da mãe solo invisibiliza a responsabilidade paterna, transformando o abandono afetivo em um ato normalizado socialmente, embora reconhecido como ilícito civil passível de indenização. Ademais, discute-se a aplicação controversa da Lei de Alienação Parental, que, por vezes, é instrumentalizada em disputas de guarda, com potencial revitimizante para mulheres que já arcam com o ônus da criação solitária. Conclui-se que a romantização da maternidade solo é um mecanismo de perpetuação da desigualdade de gênero, exigindo do Poder Judiciário uma abordagem sistêmica e sensível para proteger o melhor interesse da criança sem reforçar estereótipos prejudiciais.
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Citas
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