Tratamento de queimaduras com a utilização de pele de cadáver: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3218Palavras-chave:
Queimaduras, Enxerto cutâneo, Aloenxerto de peleResumo
As queimaduras configuram-se como lesões que rompem as camadas cutâneas, variando em graus de profundidade. Por sua elevada prevalência na população, essas injúrias se comportam como um problema de saúde pública, associado a elevados índices de morbimortalidade. Nesse contexto, explorar terapêuticas, principalmente as de caráter temporário, que protejam o leito da ferida e que melhorem o prognóstico do paciente, tornam-se fundamentais. O presente estudo visa realizar uma revisão integrativa da literatura acerca da utilização de pele de cadáver no tratamento de queimaduras, com objetivo de analisar os benefícios clínicos dos aloenxertos. Para isso, foi realizada uma pesquisa em bases de dados como Google Acadêmico, PubMed e SciELO, utilizando “queimaduras”, “enxerto cutâneo” e “aloenxerto de pele” como palavras-chave, traduzidas para o inglês e para o espanhol. Foram incluídos estudos publicados de 2020 até 2026, em português, inglês e espanhol, abrangendo diversos tipos de estudos. Após análise criteriosa, 10 artigos foram considerados elegíveis para participar da revisão integrativa. Os resultados evidenciaram que o uso de aloenxertos de pele está associado à redução de perda de eletrólitos e de água pelo leito da ferida, aumentando a proteção contra infecções e propiciando um melhor ambiente para a realização da enxertia definitiva. Além disso, observou-se impactos positivos sobre a morbimortalidade de pacientes vítimas de queimaduras, com associação de benefícios estéticos. Conclui-se que os aloenxertos cutâneos configuram uma importante ferramenta no manejo de pacientes com queimaduras extensas, atuando na estabilização clínica e na preparação do leito da ferida para o tratamento definitivo.
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