Fatores de risco e manejo da mastite lactacional bacteriana grave em puérperas hospitalizadas
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3299Palavras-chave:
Mastite, Aleitamento Materno, Fatores de Risco, Hospitalização, PuérperasResumo
Introdução: A amamentação é vital para a saúde materno-infantil, porém complicações como a mastite lactacional podem comprometer esse processo, sendo uma das principais causas de desmame precoce. Objetivo: Descrever os fatores de risco associados e o manejo da mastite lactacional grave de puérperas em internação hospitalar na cidade de Parnaíba - PI. Metodologia: Estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado com 8 mulheres internadas por mastite bacteriana entre outubro de 2024 e outubro de 2025. Utilizou-se questionário estruturado, incluindo a Escala de Trauma do Mamilo ((Nipple Trauma Score - NTS) e a Escala Visual Analógica (EVA). A pesquisa foi aprovada pelo CEP (Parecer 6.547.209). Resultados: A média de idade foi de 25,62 anos. Predominaram a primiparidade (62,5%) e a ausência de orientações no pré-natal (75%). Observou-se um atraso médio de 5,67 dias na busca por atendimento e uso predominante de métodos térmicos inadequados (compressas mornas em 87,5%). A dor média foi de 9,87 (EVA). Complicações graves como abscesso e necrose atingiram 100% da amostra, com tempo médio de internação de 12,12 dias. Discussão: Os achados convergem para a literatura atual, evidenciando que a inexperiência técnica e o manejo inicial incorreto (calor local) exacerbam o quadro inflamatório. A falha na detecção precoce pela atenção primária contribuiu para a progressão bacteriana e necessidade de intervenções invasivas. Conclusão: A mastite grave está vinculada à primiparidade e lacunas educativas no pré-natal. O manejo inadequado e o diagnóstico tardio são determinantes para a hospitalização prolongada e a interrupção do aleitamento materno, reforçando a urgência de capacitação das equipes de saúde.
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