Mulheres negras e o acesso à saúde ginecológica: impactos do racismo estrutural nas desigualdades em saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3476

Palavras-chave:

Mulheres Negras, Saúde da mulher, Racismo, Equidade em Saúde, Atenção Ginecológica

Resumo

O estudo analisa os impactos do racismo estrutural no acesso das mulheres negras à saúde ginecológica no Brasil, destacando desigualdades históricas e institucionais que dificultam o atendimento e a continuidade do cuidado. As mulheres negras, por estarem na interseção entre raça e gênero, enfrentam barreiras específicas, como atendimento discriminatório, hipersexualização e negação da dor, que comprometem sua autonomia e saúde integral. Refletir sobre os impactos do racismo estrutural no acesso das mulheres negras à saúde ginecológica, e analisando o papel da enfermagem na promoção de um cuidado integral, justo e antirracista. A pesquisa foi baseada em pesquisa integrativa de literatura e análise documental. Para o levantamento bibliográfico foi utilizada as bases SciELO e LILACS, onde foram selecionados 8 artigos a partir da filtragem com os descritores e corte temporal de 2015 a 2025. Foram identificados barreiras territoriais e a percepção de discriminação que influenciam negativamente a adesão aos serviços ginecológicos, agravando condições de saúde. O papel da enfermagem é destacado como estratégico para a promoção de um cuidado equitativo, humanizado e antirracista, por meio da escuta qualificada, respeito à identidade étnico-racial e capacitação contínua dos profissionais. O racismo institucional se manifesta em práticas explícitas e naturalizadas, resultando em menor acesso a exames preventivos, orientações precárias durante o pré-natal e atendimento desumanizado. O estudo propõe ações como inclusão de disciplinas específicas na formação profissional, ampliação do acesso em áreas periféricas, valorização da representatividade negra na saúde e políticas públicas direcionadas. Esses esforços visam romper ciclos de exclusão, garantir saúde digna às mulheres negras e fortalecer a equidade no sistema de saúde brasileiro.

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Biografia do Autor

Dábila Emanuelle Lopes, Faculdade do Futuro, MG, Brasil

Graduanda em Enfermagem pela Faculdade do Futuro (FAF).

Júnio de Freitas de Souza, Faculdade do Futuro, MG, Brasil

Graduando em Enfermagem pela Faculdade do Futuro (FAF).

Luiz Filipe Andrade Miranda, Faculdade do Futuro, MG, Brasil

Graduando em Enfermagem pela Faculdade do Futuro (FAF).

Flávia dos Santos Lugão de Souza, Faculdade do Futuro, MG, Brasil

Enfermeira, Doutora pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery (UFRJ), Pós-graduação em Enfermagem Cardiológica pela Escola de Enfermagem Anna Nery (UFRJ), Graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Pós-graduação em Estratégias Ativas e Aprendizagem Autênticas (UNIFACIG), Pós-graduanda em Enfermagem em Oncologia (Universidade Estácio de Sá), Docente do curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade do Futuro (FAF).

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Publicado

2026-06-09

Como Citar

LOPES, D. E.; SOUZA, J. de F. de; MIRANDA, L. F. A.; SOUZA, F. dos S. L. de. Mulheres negras e o acesso à saúde ginecológica: impactos do racismo estrutural nas desigualdades em saúde. Revista JRG de Estudos Acadêmicos , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e093476, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.3476. Disponível em: https://mail.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/3476. Acesso em: 13 jun. 2026.

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