O papel do enfermeiro no cuidado e orientação familiar de crianças com transtorno do espectro autista
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3278Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Enfermagem, FamíliaResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) corresponde a uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações na comunicação, interação social e comportamento, exigindo acompanhamento contínuo e suporte integral à criança e à família. Nesse cenário, a enfermagem assume papel relevante, especialmente na atenção primária, ao contribuir para o cuidado e para a orientação dos familiares. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro no cuidado e na orientação familiar de crianças com TEA. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida a partir de buscas nas bases de dados LILACS, PubMed e BDENF. Para a seleção dos estudos, utilizaram-se descritores em português e inglês, provenientes dos Descritores em Ciências da Saúde e do Medical Subject Headings, combinados por operadores booleanos. Foram considerados critérios previamente estabelecidos, resultando na inclusão de 9 estudos publicados entre 2019 e 2025. Os achados indicam que o enfermeiro exerce função importante na identificação de sinais precoces do transtorno, no acompanhamento do desenvolvimento infantil e no suporte às famílias, favorecendo um cuidado mais abrangente. Contudo, também foram observadas limitações relacionadas à qualificação profissional, à organização dos serviços e à sistematização das práticas assistenciais. Conclui-se que a atuação da enfermagem é fundamental no contexto do TEA, sendo necessário fortalecer estratégias de capacitação e organização do cuidado para promover assistência mais efetiva e centrada nas necessidades da criança e de sua família.
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