A glândula pineal e a regulação hormonal: o que a literatura científica comprova e o que é mito
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3133Palabras clave:
Glândula pineal, Hormônio melatonina, Ciclos circadianos, euroendocrinologiaResumen
A glândula pineal é uma pequena parte do cérebro responsável pela produção de melatonina, um hormônio fundamental para o funcionamento do nosso relógio biológico e para o ciclo de sono e vigília. Embora já tenhamos um bom entendimento científico sobre essa função, é comum que interpretações populares a respinguem com conceitos que vão além da evidência científica, como a noção de que ela seria um "terceiro olho" ou um centro de consciência ampliada. Este artigo tem como objetivo analisar criticamente o conhecimento atual sobre a função da glândula pineal na regulação hormonal, distinguindo os dados científicos das crenças não fundamentadas. A revisão das pesquisas demonstra que a melatonina desempenha um papel crucial na organização do sono e tem impacto indireto em outros sistemas hormonais (Pandi-Perumal et al., 2006; Zisapel, 2018). Estudos recentes também destacam suas propriedades antioxidantes e sua influência na regulação do sistema imunológico (Carrillo-Vico et al., 2013; Reiter et al., 2013). Em contrapartida, não existem evidências científicas que respaldem as alegações sobre habilidades espirituais ou paranormais associadas a essa glândula (López-Muñoz; Molina, 2020; Satsangi; Singhal; Satsangi, 2014). A conclusão é que uma compreensão fundamentada em evidências é fundamental para prevenir a disseminação de desinformação.
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Citas
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