Desafios da integração entre psicoterapia e psicofarmacoterapia no TDAH adulto
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3287Palabras clave:
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, TDAH adulto, Psicoterapia, Psicofarmacoterapia, Terapia Cognitivo-ComportamentalResumen
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode persistir na vida adulta e comprometer significativamente o funcionamento cognitivo, emocional, social e ocupacional dos indivíduos. Nesse contexto, o tratamento do TDAH adulto tem sido amplamente discutido na literatura científica, destacando-se a utilização de intervenções psicofarmacológicas e psicoterapêuticas. O presente estudo tem como objetivo analisar os desafios envolvidos na integração entre psicoterapia e psicofarmacoterapia no tratamento do TDAH em adultos, considerando suas implicações para a eficácia terapêutica e para o manejo clínico. Trata-se de uma revisão da literatura realizada a partir da análise de artigos científicos sem restrições de idiomas publicados entre 2021 e 2026 em bases de dados como PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO. Os resultados indicam que a psicofarmacoterapia apresenta eficácia consistente na redução dos sintomas centrais do transtorno, enquanto a psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental contribui para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à organização, planejamento e regulação emocional. Entretanto, a literatura também evidencia desafios importantes na integração entre essas modalidades terapêuticas, incluindo dificuldades de adesão ao tratamento, limitações na comunicação interdisciplinar entre profissionais da saúde e barreiras estruturais no acesso a serviços especializados. Conclui-se que a integração entre psicoterapia e psicofarmacoterapia representa uma estratégia relevante para o tratamento do TDAH em adultos, embora ainda existam desafios que precisam ser superados para garantir maior efetividade dessa abordagem na prática clínica.
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