Avaliação da implantação do Sistema de Risco Obstétrico (SRO) na acurácia da classificação, prevenção do Near Miss materno e otimização do acolhimento na unidade materno infantil do hospital universitário
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3519Palavras-chave:
Classificação de Risco, Enfermagem Obstétrica, Sistemas de Informação em Saúde, Acolhimento do Paciente, Saúde MaternaResumo
Introdução: A mortalidade materna e perinatal permanece como desafio para os sistemas de saúde, tornando indispensáveis estratégias que garantam acesso oportuno e atendimento seguro às gestantes. O acolhimento com classificação de risco em obstetrícia é reconhecido pelo Ministério da Saúde como instrumento capaz de reorganizar o fluxo assistencial, identificar precocemente situações de gravidade e qualificar a assistência prestada às mulheres no período gravídico-puerperal. Objetivo: Analisar o perfil dos atendimentos obstétricos classificados por risco e discutir a contribuição dos sistemas informatizados para a organização do processo de trabalho da enfermagem na assistência obstétrica. Materiais e Método: Estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir da análise de 489 registros de atendimentos obstétricos classificados segundo protocolo de acolhimento e classificação de risco. Os dados foram extraídos de sistema informatizado de gestão assistencial em teste, organizados em planilhas eletrônicas e submetidos à análise estatística descritiva, contemplando variáveis relacionadas à classificação de risco, queixas principais, condições clínicas e desfechos assistenciais. Resultados: Foram analisados 489 atendimentos, observando-se predominância das classificações verde (42,9%) e amarela (37,6%), seguidas da classificação laranja (18,6%). As principais queixas registradas foram dor abdominal, contrações uterinas e sangramento vaginal. A presença de dor foi identificada em 60,7% dos atendimentos, enquanto 11,9% das gestantes apresentavam contrações uterinas. O estado geral foi considerado bom em 99,6% dos casos. Os desfechos demonstraram predominância de alta hospitalar e internação, evidenciando capacidade resolutiva da unidade. Esses achados corroboram a literatura ao demonstrar que a classificação de risco permite priorizar os casos mais graves e otimizar a utilização dos recursos assistenciais. Contribuição Científica: O estudo amplia as evidências sobre a utilização de sistemas informatizados na classificação de risco obstétrica, destacando sua contribuição para a padronização dos registros, fortalecimento da tomada de decisão clínica e melhoria da comunicação entre os profissionais de saúde. Além disso, fornece dados que subsidiam o planejamento e a gestão da assistência obstétrica baseada em evidências. Conclusão: Conclui-se que a utilização de protocolos informatizados associados à classificação de risco favorece a identificação precoce das urgências obstétricas, fortalece a atuação da enfermagem e contribui para a organização do fluxo assistencial. Os resultados evidenciam que a informatização dos processos assistenciais representa uma ferramenta estratégica para a segurança do paciente, qualificação dos registros e aprimoramento da assistência obstétrica, respondendo ao objetivo proposto e reforçando a importância da transformação digital nos serviços de saúde.
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